Você é ou conhece algum aluno que usa smartphone na sua instituição de ensino? O uso de celular na escola tem se tornado cada vez mais popular entre alunos e professores e o seu uso está sendo considerado como uma oportunidade de aprendizagem para uns, e atraso para outros.

A pesquisa sobre o Uso das Tecnologias de Informação e Comunicação nas Escolas Brasileiras (TIC Educação 2014) identificou que as novas tecnologias estão mais presentes no cotidiano dos estudantes. Em 2013, 59% dos alunos de escolas públicas urbanas usavam o telefone celular para acessar a internet e, em 2014, esse percentual cresceu para 79%, com índices mais significativos em regiões como Norte e Nordeste.

Quem proíbe

Paralelamente, diversos estados e municípios brasileiros possuem legislação que proíbe o uso de telefones celulares, aparelhos eletrônicos e games em sala de aula. Entre eles, estão os estados de São Paulo, Paraná, Ceará, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, e os municípios de Recife (PE), Domingos Martins (ES) e Manaus (AM). Afirma-se que o uso do aparelho distrai o aluno, que acaba perdendo a explicação do professor. 

Um estudo recente realizado pelas Universidades do Texas e de Louisiana em escolas inglesas aponta melhora no desempenho de alunos após o banimento dos celulares durante a aula. A melhoria no desempenho foi para alunos com notas baixas, mas não mostrou benefício para quem já possuía boas notas.

Ferramenta para a educação

Já a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) é contrária a tal proibição. O órgão internacional propõe o uso do celular como uma ferramenta para a educação e lançou em 2013 o guia “Diretrizes de políticas da UNESCO para a aprendizagem móvel”. Entre os benefícios apontados estão expandir o alcance e a equidade da educação; facilitar a aprendizagem individualizada; fornecer retorno e avaliação imediatos; auxiliar estudantes com deficiência; e minimizar a interrupção educacional em áreas de conflito e desastre.

Segundo a Unesco, “as tecnologias móveis alteraram fundamentalmente a forma de vida das pessoas. Com decisões políticas sólidas, elas também poderão melhorar o modo como as pessoas aprendem”.

Vale ressaltar que a pesquisa TIC Educação 2014 também indica que o acesso à internet por meio do celular não é majoritário na sala de aula no Brasil. Devido às limitações de infraestrutura e de acesso à rede WiFi, o uso desse tipo de dispositivo para acesso a rede é muito mais frequente fora da instituição de ensino.

Alguns dados sobre o uso de celular na escola

  • A pesquisa TIC Educação de 2014 ainda aponta que o índice de uso da internet no laboratório de informática mostra-se alto (80%) em relação ao do uso na sala de aula (13%), embora o último venha crescendo, o que reforça a constatação sobre o avanço da presença de tablet e celular entre os jovens e professores nas escolas, ainda que seja lento.
  • Notam-se índices altos para uso do Facebook (91%) entre os que usam as redes sociais;
  • Entre os professores, 64% acessam a internet por meio do celular (a proporção era de apenas 36% em 2013);
  • 82% dos usuários de Internet com idade entre 9 e 17 anos acessam a rede por meio do celular (TIC Kids Online Brasil 2014);
  • Entre os alunos da rede pública que utilizaram a internet pelo celular, somente 38% fazem esse uso na escola;
  • O índice de acesso e de uso do celular tem uma particularidade: a de ser maior conforme mais avançada a idade do sujeito entrevistado;
  • Entre os alunos do 5º ano do Ensino Fundamental, 56% afirmam acessar a Internet por meio do dispositivo móvel e, desses, 12% o fazem na escola. Por sua vez, entre os alunos do 2º ano do Ensino Médio, 90% acessaram a internet pelo celular e, desses, 56% o fizeram na escola;

 

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Bruno Rodrigues

nasceu em Belém do Pará em 1989. É formado em publicidade (UFPA) e mestre em Design de Hipermídia (UFSC). Quando criança, leu muitas HQs e sonhava em ser desenhista. Aos 15 anos resolveu ser escritor. Em 2010 auto publicou seu primeiro romance da série Barbolandia. Fundou a Editora Barbohouse com intuito de publicar histórias de autores estreantes. Trabalha para tornar os livros digitais mais populares e que gerem impacto positivo na vida das pessoas.

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