Hoje é dia 18 de abril, em que se comemora o Dia Nacional do Livro Infantil. Aproveitei essa data para contar para vocês sobre como resolvi me tornar um escritor. Também fiz esse vídeo que resume de maneira mais informal essa mesma história. Espero que gostem!

Posso dizer que eu tive um sonho, assim como muitas pessoas os têm. E meu sonho era ser um grande escritor. De por no papel uma história envolvente, participar de lançamentos e, principalmente, ter pessoas acompanhando o meu trabalho. Meu desejo começou a se realizar em 2012, quando publiquei meu primeiro livro, Barbolandia: A Fuga do Herdeiro.

Bem, confesso que desde criança, minha criatividade foi nutrida pela minha família. Meus pais eram enfermeiros e, apesar de trabalharem muito, sempre deixavam comigo e com minha irmã, Débora, vários livros e revistinhas como forma de entretenimento. Me lembro que, religiosamente, antes de sair para o trabalho, eles me entregavam um papel em branco para que eu deixasse minha imaginação fluir. E eu realmente desenhava muito, tanto que meu primeiro sonho foi ser cartunista. O interesse só aumentou quando cresci e fiquei viciado em histórias em quadrinhos.

Em certo ponto eu já estava desenhando meus próprios gibis, todos inspirados em personagens da Disney e da Turma da Mônica. Com o tempo, meu pai, Valdo, observando meus rabiscos, questionou o fato de eu não aproveitar ainda mais minha imaginação para criar personagens exclusivos. Uma luz se acendeu.

Nesse sentido, não foi difícil criar personagens próprios. Eu era uma criança que gostava de ficar só e inventar um monte de aventuras para meus brinquedos, sendo que cada um tinha uma personalidade própria, bem complexa. E toda brincadeira usava os mesmos bonecos, sendo assim, eu já possuía meus próprios personagens há muito tempo. Só tive o trabalho de desenhá-los e dar cara a eles. O processo foi bem divertido.

Eu deveria ter por volta dos meus 13 anos quando, notando as características de um boneco pirata, fiz a primeira história em quadrinho dos personagens de Barbolandia. O Captão Barba foi o precursor de toda a narrativa que se tornaria livro mais tarde. Bem mais tarde. Confesso que eu morria de preguiça de finalizar a HQ, de ter que passar nanquim e depois pintar. As HQs nunca ficavam 100%. Com o tempo, amadureci a ideia e comecei a levar mais a sério o processo de escrever um roteiro para uma grande história em quadrinho.

Nessa época, coincidiu de eu começar a ler mais livros, por conta das tarefas da escola e da influência dos meus amigos. Na época, lia autores brasileiros como Mário Quintana e Pedro Bandeira. Me lembro de um amigo que me emprestou o primeiro livro da saga Harry Potter para ler. Fiquei encantado com as palavras, o estilo dos textos. Foi então que descobri o prazer de escrever. Além do mais, escrever era muito “menos trabalhoso” que desenhar e colorir cenas e mais cenas com lápis de cor.

Não demorou muito para que aquele primeiro roteiro de HQ criasse forma. O texto foi ficando cada vez maior, cheio de detalhes, e acabou que não teve mais cara de roteiro. Era um livro praticamente. Sim, havia escrito um livro e meu prazer pela escrita tornou-se algo compulsivo.

O convívio com os livros incentivado por meus pais foi importantíssimo para despertar o leitor e o escritor que há em mim, que há em todos nós. Todo mundo pode se tornar um autor, um cronista, um poeta. Afinal, todo mundo tem pensamentos e histórias a compartilhar.

Ressalto que ler é fundamental para melhorar a escrita e aumentar nosso vocabulário. Depois que decidi virar escritor, passei para uma segunda etapa na minha vida, que foi a de melhorar esse ofício cada vez mais. É um aprendizado constante.

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Bruno Rodrigues

nasceu em Belém do Pará em 1989. É formado em publicidade (UFPA) e mestre em Design de Hipermídia (UFSC). Quando criança, leu muitas HQs e sonhava em ser desenhista. Aos 15 anos resolveu ser escritor. Em 2010 auto publicou seu primeiro romance da série Barbolandia. Fundou a Editora Barbohouse com intuito de publicar histórias de autores estreantes. Trabalha para tornar os livros digitais mais populares e que gerem impacto positivo na vida das pessoas.

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